Boa noite,
Após algumas, ou quase todas, postagens recheadas de críticas, decidi tentar escrever alguma coisa mais light hoje. Sei que muitas pessoas devem se perguntar porque a maioria das coisas que escrevo é direcionada para atacar, questionar, etc. empregando um estilo alarmista ou até mesmo algo barraqueiro. Não vou negar que gosto disso, de certos tipos de confusões. Mas gosto também de lutar contra o que acho injusto. E devo admitir que embora eu tenha momentos de catarse saudável, costumo mesmo é sair aborrecido. Digamos que estou perdendo para mim mesmo nesse quesito. Percebo também, cada vez mais, que as atitudes que tomamos em defesa do que julgamos certo poucas vezes rendem frutos visíveis. Mas não é essa a intenção, o que seria desanimador. Se plantarmos qualquer semente que seja ou desnudarmos as atitudes injustas, estaremos contribuindo, pouco que seja, para tornar nosso dia-a-dia melhor, a sociedade um pouco mais justa e, sobretudo, servindo de exemplo. A aceitação de certos comportamentos censuráveis, a falta de indignação pelo obviamente errado e o desprezo por certos valores faz com que, pouco a pouco, nos tornemos parte de uma grande massa burra, embrutecida, culturalmente homogênea e tudo mais que é capaz de nos robotizar e fazer com que paremos de pensar. Felizmente tenho muitos amigos que concordam comigo. Por outro lado, estão de mãos atadas, pois o universo enxadrístico, já tão competitivo, pode tornar-se muito cruel para quem ouse questionar certas práticas ou até eventualmente criar algo. Há boas iniciativas, que infelizmente sucumbem a pressões, aos medos, à falta de interesse ou às vaidades.
De minha parte, farei exatamente isso: minha parte. Continuarei dando notícias sobre torneios, atividades ligadas ao xadrez e fazendo minhas críticas, ácidas ou não, mas independente do peso que darei a elas, sei que estarão alicerçadas em fatos reais e embasadas em motivações justas. Embora seja apenas eu que escreva aqui, podem ter certeza que represento o anseio de muitos que não se manifestam por diversos motivos.
Prefiro arriscar-me a errar escrevendo, falando, etc. a calar-me por medo ou ignorância. Certas coisas são como marido traído. Todos sabem, mas quase ninguém comenta. Então durmamos em paz com nossa consciência.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário